Prezados leitores e leitoras,

Embora a matéria abaixo referida seja um tanto quanto “off-topic” em relação ao escopo deste Blog, penso que o assunto é de extrema importância pública, e, assim, merece nossa atenção.

Concessões públicas que são, também as emissoras comerciais deveriam cuidar mais de seu conteúdo: trazer para a sociedade maior quantidade de materiais que sejam efetivamente de enriquecimento cultural; eliminar ou restringir de sua grade de programação aqueles que, ao contrário, tendam a fomentar o empobrecimento cultural de nossa sociedade (embora reconheça que, supostamente, deva ser mais fácil encontrar quem prefira assistir a um programa de entretenimento fútil do que a uma boa vídeo-aula profissionalizante ou de reforço de conhecimentos, por exemplo). Como as TVs comerciais vivem de sua audiência, entendo a dificuldade. Assim, creio que a legislação deveria prever horários nos quais a prioridade absoluta seria para programas de alto teor cultural (claro que há também dificuldades no próprio subjetivismo desse enquadramento, mas penso que algum esforço nesse sentido deve ser realizado).

Menção honrosa deve ser feita, por exemplo, à grade de programação da TV Justiça (www.tvjustica.jus.br). Muito de sua programação é de extrema valia para profissionais das áreas jurídicas. Várias outras TVs (públicas ou comerciais) poderiam seguir o modelo, com extensão para outras áreas de conhecimento humano. No caso da TV Justiça, apenas tenho de reclamar (já o fiz diretamente, pelo link disponível para isso, na Internet) que, de uns tempos para cá, tem sido impraticável baixar os vídeos da área de “downloads” (utilizo banda larga – baixo arquivos de mesmo tamanho em tempo bem menor). Acredito que a largura de banda disponível esteja a necessitar de ampliação, para atender a presumida demanda, que deve ser bastante elevada, dada a excelente qualidade do material.

Acabo de lembrar que há (pelo menos  alguns) exemplos de TVs comerciais que também costumam veicular bastante material cultural. Pelo fato de serem comerciais, deixo de nomear as  que penso neste momento, mas muitos de seus programas se enquadram perfeitamente no que julgo ser o ideal (ou bem próximo disso) em termos de difusão de conhecimentos.

Sds.

Roberto C. Santos.

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“TV pública é contraponto à caloria vazia da TV comercial”
Autor(es): ELVIRA LOBATO
Folha de S. Paulo – 01/06/2009

Fonte (acesso em 01/06/2009):
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/6/1/tv-publica-e-contraponto-a-caloria-vazia-da-tv-comercial

Para presidente da American Public TV, autonomia das redes educativas é vital

Cynthia Fenneman diz que emissoras públicas dos EUA não veiculam propaganda comercial e são custeadas por governos e doações

Os Estados Unidos têm 356 estações de TV pública. Em relação ao Brasil, que conta com 199 emissoras educativas com concessão outorgada pelo governo, o número não chega a ser surpreendente. Mas a distância não está na quantidade de emissoras. As TVs brasileiras que se autodenominam públicas tiveram orçamento de cerca de R$ 500 milhões em 2008. As dos EUA receberam US$ 2 bilhões (R$ 4 bilhões). Aqui, elas dependem basicamente de recursos do governo. Lá, mais da metade da verba vem de doações.

A presidente da American Public TV, Cynthia Fenneman, esteve no Brasil, na semana passada, para participar do 2º Fórum Nacional de TVs Públicas. A APT é a segunda maior distribuidora de conteúdo para as TVs públicas -a primeira é a Public Broadcasting Service. Executiva com 33 anos de experiência em TV e com 12 prêmios Emmy (o Oscar da televisão americana) no currículo, ela julga a TV pública uma contraposição necessária às “calorias vazias” das TVs comerciais.

[... Veja a entrevista no link referenciado...]